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III Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde reúne especialistas de todo o país

No primeiro dia do evento, a RNP ministrou um curso e apresentou as iniciativas Rute e Redecomep

Autor: Adriana - RNP


 

A RNP teve participação ativa no III Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, que aconteceu entre os dias 8 e 10 de novembro no Rio de Janeiro. Organizado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCM/Uerj), o evento teve como objetivo a difusão das atividades de telemedicina, apresentando novos projetos e resultados e discutindo as possibilidades de atuação nessa área, dada a infra-estrutura disponível.

 

A abertura oficial do CBTM foi feita por uma mesa composta por diversos convidados e palestrantes, entre eles: o secretário municipal de Saúde, Jacob Kligerman; o diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Uerj, Paulo Roberto Volpato Dias; o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Renato Brito; o presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde (CBTms), Chao Lung Wen, e a presidente do CBTM, Alexandra Monteiro. Em seguida, foram iniciadas as atividades do congresso, que foi transmitido ao vivo para a Web pela rede de vídeo digital da RNP.

 

A primeira apresentação do dia foi a do software público Invesalius. Desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Renato Archer (Cenpra), o Invesalius permite transformar imagens bidimensionais de equipamentos de Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética em modelos virtuais 3D de estruturas anatômicas, fornecendo ao cirurgião uma visão mais clara da situação clínica de seu paciente.

 

A apresentação seguinte foi a de John Forman, da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), que mostrou um panorama atual dos sistemas de informação em saúde no Brasil. Forman falou sobre o Datasus, o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, que atualmente trabalha na construção de um cadastro nacional unívoco de saúde.

 

Apresentações de Rute e Redecomep

  

Depois disso foi a vez de Luiz Ary Messina apresentar a Rede Universitária de Telemedicina (Rute), uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) coordenada pela RNP. Messina, que é coordenador nacional da rede, apresentou um rápido histórico e os aspectos gerais da Rute, que tem como objetivos principais aprimorar a infra-estrutura para telemedicina e integrar os projetos dessa área existentes no país.

 

Messina destacou o valor das parcerias (como a que ocorre com o Ministério da Saúde – MS) no processo de concretização da Rute. Citou a importância da integração entre o MS, o MCT, o Ministério das Comunicações (MC) e o da Educação (MEC), avaliada por ele como fundamental para o estabelecimento da rede, e ressaltou que a necessidade de integração com as secretarias não deve ser esquecida. Messina aproveitou a ocasião para anunciar duas importantes novidades da Rute: o acordo assinado entre a RNP e a Internet2, que formalizou as colaborações entre Brasil e Estados Unidos em telessaúde e telemedicina; e a inauguração do núcleo da Rute em Santa Catarina.

 

O coordenador nacional da Rute apresentou também algumas atividades de telemedicina realizadas por integrantes da rede, como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

 

A apresentação das Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep) foi feita pelo diretor geral da RNP, Nelson Simões, e aconteceu pouco depois da palestra sobre Rute. Nelson iniciou a apresentação com um panorama geral sobre a RNP, falando também sobre a Rede Ipê e algumas de suas aplicações, como Rute e Ritu (Rede de Intercâmbio das TVs Universitárias).

 

Em seguida, apresentou a Redecomep, que tem o objetivo inicial de implementar redes ópticas de alta velocidade nas regiões metropolitanas do país servidas pelos pontos de presença da RNP. Simões lembrou que a rede, já inaugurada em quatro cidades, está criando um conjunto de novas parcerias e novos projetos entre as instituições que dela fazem parte. Os projetos de telemedicina e telessaúde espalhados pelo Brasil, assim como a própria Rute, devem ser beneficiados pela estrutura que está sendo criada pela Redecomep.

 

Simões alertou que será necessária uma conscientização geral sobre a necessidade de utilização da infra-estrutura de Internet que está sendo implantada no Brasil como aliada na educação e capacitação dos brasileiros. Segundo ele, as ações de hoje nesse sentido serão determinantes na posição que o país futuramente ocupará no mundo.

 

RNP ministrou curso sobre videoconferência e conferência web

 

Além das apresentações de Rute e Redecomep, a RNP ofereceu um dos cursos realizados durante o primeiro dia do CBTM. Graciela Martins, da RNP Campinas, ministrou uma aula sobre Sistemas de Videoconferência e Conferência Web. Depois de explicar os recursos básicos e as diferenças entre os dois meios, ela apresentou as diversas soluções existentes e os investimentos demandados. Ela lembrou que no início deste mês ocorreu a chamada para capacitação e habilitação no uso do serviço de conferência web da RNP, na qual 10 dos 19 membros da primeira fase da Rute foram treinados com sucesso. Ainda nesse primeiro dia do CBTM, a equipe de telemedicina da USP, liderada por Chao Lung Wen, ministrou três módulos de um curso de Formação em Telemedicina e Telessaúde.

 

O primeiro dia do CBTM contou ainda com duas mesas redondas, onde coordenadores de ações de telemedicina e telessaúde de diversas partes do país, a maioria membros da Rute, discutiram suas experiências nessas áreas.

 

Na área comum do congresso foram montados os estandes da Rute, do Invesalius, da Siemens e do Telessaúde Brasil. Neste ambiente, estava também um telão que exibia painéis eletrônicos com trabalhos nas áreas de telemedicina e telessaúde. Durante a cerimônia de abertura do I Workshop em Telessaúde, no dia 9, foram entregues os prêmios para os melhores painéis: o 1º lugar foi para a apresentação “Rede Nacional de Saúde em Oncologia” – Onconet (USP ); o 2º para o painel do trabalho “Tecnologia para um Sistema de Telessaúde” – Rede Minas Telecárdio (UFMG); e o 3º para a demonstração “Núcleo de Telessaúde de Pernambuco – Resultados preliminares da seleção dos municípios parceiros”.

 

Fotos: Layne Amaral

 

Uma das mesas do III Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde.

 

Uma das mesas do III Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde.

Alexanddra Monteiro e Nelson Simões durante o congresso.

Alexanddra Monteiro e Nelson Simões durante o congresso.

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