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III Congresso Brasileiro de Telemedicina entra em seu segundo dia

Evento pôde ser assistido ao vivo pela Internet graças ao serviço de vídeo digital da RNP

Autor: Adriana - RNP


O segundo dia do III Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde (CBTM) começou com uma apresentação de Chao Lung Wen, que além de presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina é também o coordenador do núcleo de telemedicina do Hospital das Clínicas da USP e membro do Comitê Executivo de Telessaúde do Ministério da Saúde. Além de mostrar o cenário atual da telemedicina no país, Lung apresentou o projeto Institutos do Milênio, do CNPq. Ele também mostrou iniciativas da Faculdade de Ciências Médicas da USP, como os projetos Homem Virtual e Jovem Doutor.

 

Em seguida, foi a vez da apresentação sobre o Governo Eletrônico – Serviços de Atendimento ao Cidadão (Gesac), feita por Heliomar Medeiros de Lima, diretor de inclusão digital do Ministério das Comunicações. O Gesac, que atualmente abrange mais de dois mil municípios, tem o objetivo de disponibilizar acesso à Internet via satélite e outros serviços de inclusão digital às localidades que atualmente não possuem conectividade à rede mundial de computadores. A idéia é usar a estrutura fornecida pelo Gesac também para atividades de telemedicina. Um piloto neste sentido já está sendo testado em Manaus.

Durante a apresentação do Gesac, foi feita uma demonstração de uma videoconferência unindo Manaus, Rio de Janeiro e Itacoatiara. A solução utilizada foi a IP.TV, uma plataforma de videoconferência totalmente baseada em software. Um dos destaques da IP.TV é que suas videoconferências podem ser realizadas com um número ilimitado de usuários usando tipos de conexões diferentes (ADSL, conexão discada, rádio, satélite etc.), com velocidades diversas. Também chama a atenção o fato de que a plataforma não necessita de banda larga para ser utilizada.

 

O segundo dia do CBTM também contou com duas videoconferências, realizadas utilizando a infra-estrutura da rede Ipê. Em uma delas, o presidente da Medical Missions for Children, Frank Brady, apresentou o que ele chama de 10 Lições Aprendidas Durante a Construção de uma Rede Global de Telemedicina (10 Lessons Learned While Building a Global Telemedicine Network). As lições apresentadas por Brady abordam desde temas comportamentais, passando por aspectos técnicos e tecnológicos, até questões jurídicas.

 

Uma das seis mesas redondas que foram realizadas neste dia foi a Telemedicina e Telessaúde: Estratégias e Perspectivas, que contou com a moderação do diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Participaram da mesa: o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS), Francisco Campos; o coordenador da Rede Rio, Luis Felipe de Moraes; e o chefe do Departamento de Tecnologias Sociais da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Maurício França.

 

Ao falar sobre o Piloto Nacional de Telessaúde, Francisco Campos abordou o aspecto da economia de recursos que pode ser feita com ações nesse sentido. Ele alertou também para a necessidade de um debate em torno das novas condutas que possivelmente surgirão com essas atividades. Luis Felipe Moraes, que lembrou o projeto da Redecomep do Rio de Janeiro quando falava sobre a Rede Rio, falou sobre a importância das parcerias e integrações como estratégias para a interiorização do acesso à Internet. Ele também questionou a falta de leis de incentivo (como as que existem no campo da Cultura) para projetos na área de Tecnologia. Maurício França destacou o papel da Rute (Rede Universitária de Telemedicina) como fornecedora de infra-estrutura para a integração da telemedicina no Brasil, classificando o investimento nesta rede como uma decisão estratégica. França também apresentou outros projetos e iniciativas que recebem investimento e apoio da Finep, tais como: Rede Giga, Redecomep, Rede Piloto de Telemedicina e Telessaúde em Oncologia (Onconet), Footscanage (um sistema computacional para apoio a Neonatologia), e o Projeto Nacional de Telessaúde.

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